sexta-feira, maio 08, 2009

Novo vírus H1N230-1


O vírus H1N1 deve ter sofrido uma qualquer mutação ali para os lados de S. Bento. Os primeiros sintomas já se tinham verificado na aprovação do Estatuto dos Açores. Aí o consenso foi quase total, desde o CDS ao Bloco de Esquerda, com a abstenção envergonhada dos deputados PSD. Contudo, a opinião pública e publicada e, sobretudo, o bom senso pareciam dar razão às críticas do Presidente da República. Mesmo assim a teimosia venceu e a Lei foi aprovada com algumas alterações feitas à pressa para remendar erros e incorrecções que a maioria dos 230 deputados, eleitos pelos portugueses para fazerem boas leis, não vislumbraram.
Agora, sucede outro episódio de contaminação colectiva. Mais grave ainda. Das tais 230 alminhas que ali nos representam só houve uma ave rara - António José Seguro - que se opôs a esta mais que desastrosa lei do financiamento partidário. Recorde-se que esta magnífica peça legislativa permite, entre outras coisas, o financiamento em espécie (i.e. dinheiro vivo), por partido, até um limite máximo de 1 milhão e 279 mil euros quando antes se ficava por uns míseros vinte e um mil euros...
No preciso momento em que o país vive a crise sócio-económica que se conhece, quando estamos em pleno período eleitoral com 3 eleições seguidas, quando se discutem leis de combate à corrupção e ao enriquecimento ilícito, aquelas 229 sumidades decidem, por unanimidade do Bloco ao CDS, aprovar um diploma assim...
Como é natural, as reacções de forte crítica aí estão. Vindas de todos os quadrantes só servem para demonstrar o autismo do nosso parlamento (sim autismo, a brigada do politicamente correcto que me processe!).
Agora, espera-se que São Cavaco prescreva Tamiflu a toda aquela gente e, com um salvador e eficaz veto presidencial, consiga repor algum bom senso naquelas cabecinhas.
Depois, queixam-se da má fama do parlamento... Coitadinhos, não sabem o que fazem!

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