domingo, maio 31, 2009

Clara Ferreira Alves


As crónicas de Clara Ferreira Alves no Expresso, conjuntamente com as de Miguel Sousa Tavares são das poucas coisas que ainda me fazem comprar o vetusto semanário do Dr. Balsemão.
Neste sábado, as opiniões de CFA sobre a (in)Justiça, sobre a Polícia que adora porrada, sobre o bastonário incontinente e sobre o jornalismo de "excelência" da TVI são um hino à clarividência e ao bom senso que, nestes dias, parecem ser bens escassos no nosso espaço público.
Vale a pena ler e, com muito alívio, concluir que ainda há pessoas que pensam como nós, simples mortais!
Nota: A crónica do passado sábado já está online. (ver aqui)

sexta-feira, maio 29, 2009

Criatividade diplomática


Em tempos de crise, o português tem de facto uma capacidade criativa inata.
Segundo as notícias de hoje, o nosso homem em Dakar, isto é o embaixador da República Portuguesa, aborrecido com o tédio que deve ser representar um grande país como o nosso noutra grande potência como o Senegal, decidiu animar as noites da capital deste país africano.
Vai daí lembrou-se de instalar um lupanar (palavra curiosa esta) em plena embaixada lusa.
Sucesso garantido.
A alta sociedade senegalesa e a comunidade diplomática eram clientes fiéis e frequentes.
Mas como nestas coisas há sempre umas almas invejosas que não gostam do sucesso alheio, houve alguém mais zeloso que deu com a boca nos dentes e estragou o negócio do embaixador que, por ordem do Palácio das Necessidades, acabou recambiado para Lisboa.
Acabaram-se as festas.
O prazer foi temporariamente suspenso em Dakar.
E a embaixada portuguesa voltou a ser o que era. Um lugar entediante e cinzento.

quinta-feira, maio 28, 2009

Amanhã é sexta-feira...

Depois de uma semana quente como esta, metade do país político deve estar em pulgas para assistir amanhã a mais uma edição do Jornal da Noite da TVI. A outra metade deve estar a roer as unhas, rezando para não ser vítima do jornalismo da estação de Queluz (ver este post).
Temas há muitos.
Antes demais o Sócrates, o tio do Sócrates, o filho do tio do Sócrates, a mulher a dias do Sócrates e o porteiro do Sócrates. Depois podemos ter o Dias Loureiro, o inevitável Oliveira Costa e, claro... o Sócrates.
Finalmente, calculo que o prato do dia deva também incluir umas farpitas a esse monumento à estupidez regulamentar chamada ERC e uns tiritos ao Bastonário da Ordem dos Advogados que, heresia suprema, conseguiu ter mais protagonismo na semana passada do que a própria Manela Moura Guedes.
Foram cardos foram prosas...

quarta-feira, maio 27, 2009

Aníbal! O Loureiro já se atirou!


- E o Constâncio? Sabe nadar?




Quadro de Jessica Dunn, em exposição na Corte-Real Gallery em Paderne no Algarve.

Finalmente...

Parece que o sr. conselheiro finalmente percebeu que só havia um caminho, a demissão pura e simples, sem aditivos nem justificações de maior.
Sempre tive o ex-conselheiro Loureiro como um homem inteligente e arguto. Daqueles que percebem as coisas à distância e que jogam sempre na antecipação para ganhar vantagem perante os acontecimentos e perante os adversários do momento.
Ainda estou para perceber esta teimosia em manter-se numa posição completamente intransigente e irracional. A consequência só poderia ser esta: a demissão em condições pouco ou nada honrosas.
Se o tivesse feito há meses, assim que estalou o escândalo do BPN, teria esvaziado de imediato a polémica, teria saído com estilo e honradez, não teria envolvido a Presidência da República, ainda que indirectamente, e hoje não estaríamos aqui a bater no ceguinho.
Confesso que não entendo tamanha falta de lucidez... ou talvez entenda.

terça-feira, maio 26, 2009

Oliveira e Costa no seu labirinto: notas de um depoimento (3)

Imparidades.
Valores perenes da Humanidade.
Raça Humana.
Princípio enformantes.
Fotografia.
Informação em bruto, odioso.
Desfecho final, reserva oculta.
A verdade da mentira.
Orfandade.
Luísa Bessa.
Castrados, frustração e trauma.
Mil e trezentos milhões de euros.
Reservas de petróleo.
Luanda, 25 milhões de euros.
Tem ou tinha. Cabinda Norte.
"Beba água".
Cimento barato e Autoridade da Concorrência (outra vez).
"Por muitos erros que se tivessem cometido, ninguém poderá dizer que Oliveira e Conta é culpado pela perda de um cêntimo sequer."
Espoleta, armadilha, kamikaze.
"Muito obrigado"

Oliveira e Costa no seu labirinto: notas de um depoimento (2)

António Marta, Dias Loureiro.
Estilhaços, impulsos, problemática do ego.
"Aonde é que eu ia???"
Marrocos, Rei, futuro.
José Roquette, Moçambique e vinhas.
Armando Pinto, Daniel Sanches, Lencastre Bernardo, Luís Caprichoso.
Cimentos, pura imaginação, Aveiro
Talento, gestor, organizador.
Desbaratar tempo, sobranceria, embaraço e voluntarismo.
Síndroma de frustação, a mania dos jornalistas e inocência.
"Penoso, penoso mesmo."
Presidente em seis meses.
El Assir, tarifas de saneamento, personalidades de expressão mundial.
Superstição, Triângulo das Bermudas, cargueiro afundado.
Porto Rico, Dr. Jordão.
Cascais, 11 da noite, inevitabilidade e esperança.
Dr. Gaspar, Dr. Avelino, tecnologia, Moçambique.
Sandes.
Abel Mateus, SIBS
Mais sandes.
Comissões e taxas.
Vítima.
Papéis, perguntas, palavra contra palavra.
Veículo autónomo.
Copo de água. IPO.
Ferida a sangrar... o tempo desvanece a memória.
O ego (outra vez).
Koweit, acolhimento simpático, sapatos e meias, palacete.
KIO, instâncias, relatórios, consultores e encenação.
Caixa da Galicia, atracção pelos espanhóis, Corunha.
Parceria na saúde, rede de lares, Jonh Hopkins.
"Olhe Zé!", ministro, venda de acções e reserva mental.
"Não sou para brincadeiras", escritório, pintura de automóveis e fiasco.
Volkswagen.

Casa de banho

Oliveira e Costa no seu labirinto: notas de um depoimento (1)

Árabes, Carlyle, Angolanos e Líbios.
Coimbra, Cadilhe e Vakil.
Grupo dos 10, grupo dos 4 e UBS.
Jurilis, Pedro Rebelo de Sousa e mais um bando de advogados.
Washington, Suiça, Coimbra (a cidade) e Lisboa.
Aximage, Neves dos Santos, Engº Adam e Operação Cabaz.
Tudo bons rapazes!
Vai uma aguinha? Vai um cházinho?
Tudo límpido e transparente!

A verdade inconveniente de Oliveira e Costa

Nem o José Eduardo Moniz faria melhor nas suas telenovelas...
Oliveira e Costa vai hoje ao parlamento prestar declarações, de forma voluntária.
Depois de tanto esquecimento, de tantas contradições e de tantas acusações surpreendentes dos restantes protagonistas desta novela, o ex-líder do BPN deverá, com o depoimento de hoje, marcar profundamente o devir próximo deste caso.
Foi inteligente e astuto.
Fez passar para a opinião pública uma ideia de "animal" derrotado e abatido. Uma autêntica carta fora do baralho.
Dessa forma "incentivou" os amigos de ontem e os inimigos de sempre a aparecerem e a enterrarem-se em plena praça pública com declarações contraditórias, amnésias e outros incidentes vários. De virgens ofendidas a anjos enganados vimos de tudo. Ninguém sabia de nada, ninguém foi cúmplice em coisa alguma. Todos assinaram de cruz papéis comprometedores porque, ingénua e candidamente, acreditavam no presidente do banco.
Agora, num verdadeiro golpe de teatro, Oliveira e Costa virá ao parlamento dizer a sua verdade inconveniente e com ela arrastará muita gente. Desde o Banco de Portugal até ao sr. conselheiro de Estado, passando por toda a corte que ainda há pouco tempo o idolatrava e agradecia as ricas migalhas que generosamente caiam da farta mesa onde se jogavam as negociatas do BPN. Vamos ver como corre o episódio de hoje, ao vivo e em directo no sítio do Público.