segunda-feira, junho 29, 2009

"Jamais" ou a política à portuguesa


Eu disse mas não disse,
Eu não sabia mas sabia,
Eu não interfiro mas interfiro,
Eu não demito mas demito.

Protagonistas: PR, PM e os ministros do costume.

P.s. Um dos tradicionais trunfos políticos de Cavaco foi a gestão magistral dos seus silêncios. Ultimamente, tal como o engenheiro, adoptou uma nova personalidade, mais faladora e expansiva. E, então, começaram a sair asneiras e... os desmentidos.
Acho que o gabinete de comunicação do Palácio de Belém não vai ter férias...

Estamos próximos do fim...

Foi o que pensaram os poucos socialistas de bom senso que ainda existem quando ouviram o ministro das finanças a dizer que estamos próximos do fim da crise...
O povo que, soubémos hoje, é feliz já estava habituado à dupla Pino & Lino para animar a malta e enriquecer o anedotário nacional.
A Teixeira dos Santos cabia normalmente outro papel no teatro governamental. Mais sério e paternalista. Tipo avôzinho distinto e simpático que cuida dos dinheiros dos netos. Agora, com esta "boutade" foi o desastre total. Está tudo baralhado!
O ministro podia ter dado uma de culto e ter dito, como Churchill, que isto não era o princípio do fim da crise, mas sim o fim do seu príncipio... Teria saído melhor e obrigava os jornalistas a irem à Wikipedia indagar sobre quem foi esse tal de Churchill. Será algum primo do Keynes, o súbito mentor da política económica do engenheiro?

P.s. Contudo, vendo isto de outro prisma, até pode ser que o homem tenha razão. Afinal, segundo outra ilustre personagem que já dirigiu as finanças do burgo e que agora quer ser primeira-ministra, esta crise não passa de um abalozinho...

Entre o Inferno e o Céu

Segundo um estudo do ISCTE divulgado pelo Público, nós, portugueses, consideramo-nos pobres, desmobilizados mas felizes.
Imagino que os finlandeses se considerem ricos, mobilizados mas infelizes.
O velho das botas, nascido em Sta. Comba, esse inteligente que mandou nisto durante uma porrada de tempo e ainda tem por aí alguns seguidores é que tinha razão: pobrezinhos, honrados mas sempre felizes...

"Tudo isto existe,
Tudo isto é triste,
Tudo isto é Fado"


sexta-feira, junho 26, 2009

Hoje há Jornal Nacional com a Manuela Moura Guedes!


Dizem as más línguas que será mais uma sessão de tiro ao boneco...
Agora que a terrível ameaça do lápis azul da PT se desvaneceu na poeira dos dias que passam, vai ser sempre a abrir...

Coerência, procura-se!


Gosto da irreverência de Direita do 31 da Armada, ao melhor estilo do Bloco de Esquerda...
Há ali inteligência, bom gosto e muita criatividade. Neste particular, os vídeos do 31 são peças antológicas sobre a nossa realidade.
Neste blog, Sócrates é o inimigo público a abater. E os argumentos utilizados para tal fim são normalmente pertinentes e quase sempre engraçados no estilo.

Agora o que falta, demasiadas vezes, é alguma coerência no conteúdo. Ontem, Rodrigo Moita de Deus criticava a hoje gorada compra da Media Capital pela PT. Hoje, o mesmo autor considera a ingerência do governo no negócio "Indecente. Inacreditável. Intolerável intervenção governamental num negócio entre privados!".
Haja coerência! Independentemente das cambalhotas do engenheiro.

Com a devida vénia ao "Listening Post" da Aljazeera

Eu bem avisei...

Assim se destrói uma boa ideia.
Assim se destrói um bom negócio.
Os nossos políticos de pacotilha, a começar em Belém e a terminar em S. Bento, devem estar felizes. Mostraram quem manda aqui e, como de costume, voltaram a fazer merda!
Agora, os moços da Telefónica vão avançar e comprar a Media Capital a preços de saldo, e mais dia menos dia põem os patins ao José Eduardo Moniz.
Então, decerto, aparecerão as virgens púdicas e carpideiras do costume...
Se eu fosse o Zeinal Bava demitia-me e aceitava os convites para ir trabalhar para a Telefónica... Não é isso que fazem os socialistas quando saiem do governo?


P.s. O meu post de ontem foi premonitório

quinta-feira, junho 25, 2009

Os políticos só atrapalham

Depois de ouvir hoje Zeinal Bava na RTP, só apetece dizer uma coisa:
Políticos assim só atrapalham!
Uf! Até pareço a Manelinha Ferreira Leite...
Se Zeinal Bava fosse CEO de uma empresa estrangeira seria apresentado na nossa imprensa paroquial como um génio da gestão. Como tem o azar de ser o líder de uma grande empresa portuguesa (na qual o Estado tem umas 500 acções que lhe dão direitos especiais de gestão), é apresentado como um mero moço de recados que se limita a obedecer aos caprichos do engenheiro Sócrates e, sobretudo, ao seu desejo húmido de anular José Eduardo Moniz.
Sejamos racionais! Do ponto de vista empresarial, a aquisição de uma parte do capital da Media Capital nestas circunstâncias seria um bom negócio em qualquer lado do mundo. Que o digam os moços da Telefónica...

A Obra já viveu melhores dias

Parece que a crise já toca a todos, segundo dá a entender a notícia sobre a acusação de cinco administradores de topo do BCP.
Nem aqueles que, por via da Opus Dei, estavam mais próximos do Divino lhe escapam.
O monsenhor Josemaria deve estar a dar voltas no caixão com tão elevadas demonstrações de ética e moralidade...
Entretanto, a facção maçónica que hoje governa o maior banco privado português estará exultante com as embrulhadas dos seus eternos adversários.
Consta que o Dan Brown já tomou nota do potencial literário (e, sobretudo, comercial) das intrigas e das lutas intestinas do BCP e anda por aí a inspirar-se para um novo livro...

quarta-feira, junho 24, 2009

Paris Hilton devia ser processada por José Sócrates

Segundo o "i", Paris Hilton considera que Cristiano Ronaldo é efeminado e como tal não serve para seu namorado.
Isto é um ultraje! Porque põe em causa a marca Portugal no mundo. O nosso PIB e as nossas exportações estão em perigo.
Agora, só faltava dizer que o Mourinho - esse outro esteio da nossa identidade nacional - também só gosta de homens...
O primeiro ministro, tão expedito em pôr processos a tudo e a todos, devia agir em conformidade e meter uma acção judicial a esta senhora!
A bem da Nação!

P.S. Isto sim, são assuntos que deveriam merecer a atenção da oposição no debate quinzenal com Sócrates.