quinta-feira, julho 02, 2009

Exemplo encarnado

Será que não se pode seguir o exemplo do Benfica nas próximas eleições legislativas...
Uma simples providência cautelar e suspendiam-se as listas do PSD e do PS.
Depois... era só escolher entre Louçã, Jerónimo e Portas.
Era mais emocionante e tinha mais piada!

quarta-feira, julho 01, 2009

120 anos depois...


Foi há 120 anos que se inauguraram as ligações regulares de comboio entre Faro e Lisboa (Barreiro).
Em 1 de Julho de 1889, apesar do entusiasmo das autoridades locais e da população, os poderes políticos da capital do país não ligaram peva ao acontecimento, como se lê no excelente relato da efeméride publicado pelo Barlavento.
A ligação da, então remota, região do Algarve ao país em pouco mais de 13 horas (!) não sensibilizou «nem Majestades, nem Altezas, nem ministros».
Como sempre aconteceu em matéria de obras, equipamentos ou serviços públicos o Algarve foi deixado para último.
Assim aconteceu com a auto-estrada do Sul, com a Via do Infante, com a modernização e electrificação da Linha do Sul (uma esquecida benesse do mal amado Euro 2004), com o Hospital Central do Algarve, com a própria Universidade do Algarve, com o saneamento básico e com abastecimento de água.
Em quase tudo nós, algarvios, somos tidos como portugueses de segunda.
E, não fosse o turismo, as coisas seriam bem piores!

Tão amigos que nós fomos...

Parece que a cooperação estratégica acabou...
Há coisas que o algarvio de Boliqueime não perdoa. E Sócrates está agora a pagar com juros e correcção monetária a afronta totalmente inconsequente que fez ao presidente na questão do Estatuto dos Açores. Erro clamoroso!
Mas esses eram os tempos do animal feroz, da arrogância e das sondagens confortáveis para o primeiro ministro...
Se fosse hoje tudo seria diferente. A avaliar pelos adiamentos do TGV e do aeroporto, a aprovação daquele diploma seria com toda a certeza adiada para a nova legislatura.
Por escrúpulo democratico, claro!

segunda-feira, junho 29, 2009

"Jamais" ou a política à portuguesa


Eu disse mas não disse,
Eu não sabia mas sabia,
Eu não interfiro mas interfiro,
Eu não demito mas demito.

Protagonistas: PR, PM e os ministros do costume.

P.s. Um dos tradicionais trunfos políticos de Cavaco foi a gestão magistral dos seus silêncios. Ultimamente, tal como o engenheiro, adoptou uma nova personalidade, mais faladora e expansiva. E, então, começaram a sair asneiras e... os desmentidos.
Acho que o gabinete de comunicação do Palácio de Belém não vai ter férias...

Estamos próximos do fim...

Foi o que pensaram os poucos socialistas de bom senso que ainda existem quando ouviram o ministro das finanças a dizer que estamos próximos do fim da crise...
O povo que, soubémos hoje, é feliz já estava habituado à dupla Pino & Lino para animar a malta e enriquecer o anedotário nacional.
A Teixeira dos Santos cabia normalmente outro papel no teatro governamental. Mais sério e paternalista. Tipo avôzinho distinto e simpático que cuida dos dinheiros dos netos. Agora, com esta "boutade" foi o desastre total. Está tudo baralhado!
O ministro podia ter dado uma de culto e ter dito, como Churchill, que isto não era o princípio do fim da crise, mas sim o fim do seu príncipio... Teria saído melhor e obrigava os jornalistas a irem à Wikipedia indagar sobre quem foi esse tal de Churchill. Será algum primo do Keynes, o súbito mentor da política económica do engenheiro?

P.s. Contudo, vendo isto de outro prisma, até pode ser que o homem tenha razão. Afinal, segundo outra ilustre personagem que já dirigiu as finanças do burgo e que agora quer ser primeira-ministra, esta crise não passa de um abalozinho...

Entre o Inferno e o Céu

Segundo um estudo do ISCTE divulgado pelo Público, nós, portugueses, consideramo-nos pobres, desmobilizados mas felizes.
Imagino que os finlandeses se considerem ricos, mobilizados mas infelizes.
O velho das botas, nascido em Sta. Comba, esse inteligente que mandou nisto durante uma porrada de tempo e ainda tem por aí alguns seguidores é que tinha razão: pobrezinhos, honrados mas sempre felizes...

"Tudo isto existe,
Tudo isto é triste,
Tudo isto é Fado"


sexta-feira, junho 26, 2009

Hoje há Jornal Nacional com a Manuela Moura Guedes!


Dizem as más línguas que será mais uma sessão de tiro ao boneco...
Agora que a terrível ameaça do lápis azul da PT se desvaneceu na poeira dos dias que passam, vai ser sempre a abrir...

Coerência, procura-se!


Gosto da irreverência de Direita do 31 da Armada, ao melhor estilo do Bloco de Esquerda...
Há ali inteligência, bom gosto e muita criatividade. Neste particular, os vídeos do 31 são peças antológicas sobre a nossa realidade.
Neste blog, Sócrates é o inimigo público a abater. E os argumentos utilizados para tal fim são normalmente pertinentes e quase sempre engraçados no estilo.

Agora o que falta, demasiadas vezes, é alguma coerência no conteúdo. Ontem, Rodrigo Moita de Deus criticava a hoje gorada compra da Media Capital pela PT. Hoje, o mesmo autor considera a ingerência do governo no negócio "Indecente. Inacreditável. Intolerável intervenção governamental num negócio entre privados!".
Haja coerência! Independentemente das cambalhotas do engenheiro.

Com a devida vénia ao "Listening Post" da Aljazeera

Eu bem avisei...

Assim se destrói uma boa ideia.
Assim se destrói um bom negócio.
Os nossos políticos de pacotilha, a começar em Belém e a terminar em S. Bento, devem estar felizes. Mostraram quem manda aqui e, como de costume, voltaram a fazer merda!
Agora, os moços da Telefónica vão avançar e comprar a Media Capital a preços de saldo, e mais dia menos dia põem os patins ao José Eduardo Moniz.
Então, decerto, aparecerão as virgens púdicas e carpideiras do costume...
Se eu fosse o Zeinal Bava demitia-me e aceitava os convites para ir trabalhar para a Telefónica... Não é isso que fazem os socialistas quando saiem do governo?


P.s. O meu post de ontem foi premonitório