"Portugal é um gigantesco reality show"
Bispo Tadeu in Cromos da TSF, 30 de Junho 2005
quinta-feira, junho 30, 2005
segunda-feira, junho 27, 2005
Normalidade lusitana
Um aeródromo atravessado por uma estrada,
Um Orçamento Rectificativo que tem de ser corrigido,
Um Presidente do Banco de Portugal que ganha mais que o Presidente da Reserva Federal dos EUA,
Um Presidente da República que pede autorização a um embaixador de um país estrangeiro para visitar um bairro dos subúrbios,
Um bando de estúpidos analfabrutos que vai para o Martim Moniz manifestar-se contra os imigrantes,
Um arquipelago dirigido por um maníaco-depressivo,
Retrato das vidas de um país...
Um Orçamento Rectificativo que tem de ser corrigido,
Um Presidente do Banco de Portugal que ganha mais que o Presidente da Reserva Federal dos EUA,
Um Presidente da República que pede autorização a um embaixador de um país estrangeiro para visitar um bairro dos subúrbios,
Um bando de estúpidos analfabrutos que vai para o Martim Moniz manifestar-se contra os imigrantes,
Um arquipelago dirigido por um maníaco-depressivo,
Retrato das vidas de um país...
domingo, junho 26, 2005
O Lobo e o Cordeiro
Quem hoje viu a entrevista do Dr. Cordeiro na 2 chegou à conclusão que a ANF e o seu douto presidente são os verdadeiros defensores do interesse público contra a sanha infinita dos laboratórios, dos médicos, dos hospitais e dos hipermercados...
Tenham paciência!!!
Porque é que o Dr. Cordeiro não fala do monopólio vergonhoso que existe no sector das farmácias? Porque é que o Dr. Cordeiro foge quando se fala dos monstruosos bónus que os laboratórios de genéricos dão para que o seu produto seja "empurrado" ao doente? Porque é que o Dr. Cordeiro não menciona as margens que, por essa via, engordam os resultados da fármácia? Sim! Porque comprar 100 e receber outros 100 de bónus e, depois, vender ao preço legalmente tabelado só pode ser um negócio da China.
E o doente a pagar... E o Estado a pagar (as comparticipações)...
É por estas e por outras que a Farmácia em Portugal é um verdadeiro maná!!!
P.S. Há por aí alguma farmacêutica, com um alvará, que esteja casadoira?
Tenham paciência!!!
Porque é que o Dr. Cordeiro não fala do monopólio vergonhoso que existe no sector das farmácias? Porque é que o Dr. Cordeiro foge quando se fala dos monstruosos bónus que os laboratórios de genéricos dão para que o seu produto seja "empurrado" ao doente? Porque é que o Dr. Cordeiro não menciona as margens que, por essa via, engordam os resultados da fármácia? Sim! Porque comprar 100 e receber outros 100 de bónus e, depois, vender ao preço legalmente tabelado só pode ser um negócio da China.
E o doente a pagar... E o Estado a pagar (as comparticipações)...
É por estas e por outras que a Farmácia em Portugal é um verdadeiro maná!!!
P.S. Há por aí alguma farmacêutica, com um alvará, que esteja casadoira?
sexta-feira, junho 24, 2005
O Sonho Americano...
quarta-feira, junho 22, 2005
Ironias da História II
A morte de Álvaro Cunhal contínua a ser uma fonte interessante de análise das contradições da natureza humana... Ora, não é que o funeral do velho resistente foi primeira página da muito burguesa e sempre alienante imprensa côr de rosa! É ver os títulos da "Caras" e da "Lux" e parece que estamos em pleno Verão Quente de 1975, tantas são as fotos com cravos, punhos erguidos e bandeiras vermelhas...
Não sei, sinceramente, se esta foi a derradeira vitória ou a derrota definitiva do líder histórico do P.C.P....
Não sei, sinceramente, se esta foi a derradeira vitória ou a derrota definitiva do líder histórico do P.C.P....
segunda-feira, junho 20, 2005
Timor, Cristiano Ronaldo e a má consciência

In A Bola
Gosto de futebol, mas não sou habitual consumidor da chamada imprensa desportiva, embora não resista a uma vista de olhos pelas "gordas" quando vou ao quiosque da esquina comprar o Público...
Hoje, não resisti e comprei "A Bola"... E o motivo foi Timor, ou melhor, a visita de Cristiano Ronaldo a Dili. E uma vez mais senti aquilo que sempre sinto quando se fala de Timor. Uma enorme emoção e uma admiração reforçada por um povo que, obstinadamente, insiste em manter os laços com a antiga potência colonial que sempre o tratou com uma indecorosa displicência.
O entusiasmo da multidão que aguardava o jovem ídolo, a noticiada surpresa deste perante tamanha recepção, o tom entusiástico da crónica de A Bola e a cumplicidade activa das autoridades portuguesas e timorenses em todo o acontecimento fez recordar os dispositivos e estratégias comunicacionais utilizados antes do 25 de Abril quando altos dignatários do regime ou personalidades conotadas com este visitavam as, então, Províncias Ultramarinas. Poderá, decerto, haver algum exagero nesta analogia, mas a má consciência pelo nosso passado recente faz sempre surgir o fantasma do neo-colonialismo ou, pelo menos, de um paternalismo bacoco e inconsequente.
Escrevo isto porque acho que Nós, como povo, não merecemos a consideração, a estima e o respeito que esta gente nos tem. Não o merecemos pelo que (não) fizémos no passado mais remoto, pelo que deixámos fazer no passado recente e pelo não fazemos nem deixamos fazer neste presente estéril em que vivemos!
sábado, junho 18, 2005
O Milagre!

Segundo o Região Sul, o Farense conquistou na "secretaria" a manutenção na Série F da 3ª Divisão.
E eu que estava ansioso por ver o derbi Faro e Benfica - Farense na próxima época, no Estádio Algarve...
Inch'allah!!!
Episódios Lusitanos
O Jaquinzinhos tem uma nota interessante sobre urbanismo a propósito das já famosas Torres de Alcântara. Aparentemente, o novo projecto é construir mais torres (7) com menos pisos (8) do que o anterior de 3 Torres com 40 pisos cada (???).
Esta história fez-me lembrar um episódio caricato de que tive conhecimento há uns dias. Em pleno consulado de João Soares houve um indivíduo que comprou em projecto um andar, por sinal o último, de um prédio que seria erguido na zona da Expo, em Lisboa. O bloco em causa teria, salvo erro, 25 andares e está situado na frente do rio. Acontece que, com a eleição de Santana Lopes, o projecto teve que ser dramaticamente alterado, sob pena de ser chumbado. Os 25 andares encolheram para 10 e o pobre homem, de um momento para o outro, viu literalmente o seu investimento ficar no vazio... Com muita paciência e algum desespero lá conseguiu recuperar os 50 mil contos com que tinha sinalizado o negócio.
Mais uma história Trágico-Cómica do Urbanismo Nacional...
Esta história fez-me lembrar um episódio caricato de que tive conhecimento há uns dias. Em pleno consulado de João Soares houve um indivíduo que comprou em projecto um andar, por sinal o último, de um prédio que seria erguido na zona da Expo, em Lisboa. O bloco em causa teria, salvo erro, 25 andares e está situado na frente do rio. Acontece que, com a eleição de Santana Lopes, o projecto teve que ser dramaticamente alterado, sob pena de ser chumbado. Os 25 andares encolheram para 10 e o pobre homem, de um momento para o outro, viu literalmente o seu investimento ficar no vazio... Com muita paciência e algum desespero lá conseguiu recuperar os 50 mil contos com que tinha sinalizado o negócio.
Mais uma história Trágico-Cómica do Urbanismo Nacional...
sexta-feira, junho 17, 2005
A Falácia Socrática...
Quase todos concordamos que o governo de Santana Lopes não terá sido propriamente um exercício de estilo muito dignificante, nem muito estimulante para o país. Os resultados eleitorais demonstraram-no justa e inequivocamente. Serve este ponto de ordem para enquadrar um comentário à prestação desta noite, na RTP 1, da antiga ministra das finanças, Manuela Ferreira Leite.
É que esta história, repetida vezes sem fim, sobre os 6,8% do Défice foi hoje desmontada com uma serenidade e uma elegância surpreendentes por parte da antiga governante (refira-se, em abono da verdade, que estes atributos não lhe são particularmente comuns). Calcular o défice para o final do ano em função das intenções de despesa dos diferentes ministérios e depois compará-lo com o nível de receita previsto no Orçamento, é um truque tão maniqueísta quanto demagógico.
O que é certo é que foi eficaz. Todas as cabeças bem pensantes do burgo se escandalizaram com tão douta conclusão do Dr. Vitor Constâncio e prepararam o caminho para que a Opinião Pública aceitasse sem grandes convulsões o aperto a que temos vindo a assistir.
P.S. Por falar em Dr. Constâncio, o Banco de Portugal (o tal que atribui reformas ao fim de 6 anos de carreira...) disponibilizou para o seu presidente um novo BMW, Série 5 de côr castanha (???).
É que esta história, repetida vezes sem fim, sobre os 6,8% do Défice foi hoje desmontada com uma serenidade e uma elegância surpreendentes por parte da antiga governante (refira-se, em abono da verdade, que estes atributos não lhe são particularmente comuns). Calcular o défice para o final do ano em função das intenções de despesa dos diferentes ministérios e depois compará-lo com o nível de receita previsto no Orçamento, é um truque tão maniqueísta quanto demagógico.
O que é certo é que foi eficaz. Todas as cabeças bem pensantes do burgo se escandalizaram com tão douta conclusão do Dr. Vitor Constâncio e prepararam o caminho para que a Opinião Pública aceitasse sem grandes convulsões o aperto a que temos vindo a assistir.
P.S. Por falar em Dr. Constâncio, o Banco de Portugal (o tal que atribui reformas ao fim de 6 anos de carreira...) disponibilizou para o seu presidente um novo BMW, Série 5 de côr castanha (???).
quinta-feira, junho 16, 2005
Ironias da História

In Público
Em Angola, durante os anos oitenta do século passado, havia tropas cubanas a protegerem dos ataques dos guerrilheiros da Unita as instalações petrolíferas da poderosa multinacional norte-americana Gulf Oil. Note-se que a UNITA, de Jonas Savimbi, era apoiada financeira e politicamente pelos Estados Unidos...
Hoje, no Quartel da Nato em Oeiras a bandeira portuguesa ondulava a meia haste, em sinal de luto pela morte de Álvaro Cunhal. Há 30 anos, em pleno Verão Quente, alguém imaginaria tamanha ironia?
segunda-feira, junho 13, 2005
Os poetas não morrem...

Eu, Génio!"(...) O olhar esperto ou sonolento, o corpo feito um espeto ou mal podendo com as carnes, elas são as Mães. A tua; a minha, se não tivera morrido tão cedo, sem tempo para que o rosto viesse a ser lavrado pelo vento. Provavelmente estão aí desde a primeira estrela. E como duram! Feitas de urze ressequida, parecem imortais. Se o não forem, são pelo menos incorruptíveis , como se participassem na natureza do fogo. Com mãos fiáveis teceram a rede dos nossos sonhos, alimentaram-nos com a luz coada pela obscuridade dos seus lenços. (...)"
"(...) Elas são as Mães, ignorantes da morte mas certas da sua ressurreição."
Excertos de As Mães, por Eugénio de Andrade
PREC: Processo Revolucionário em Crepúsculo
Adeus Companheiro Vasco, afinal não fomos a muralha de aço...
Até amanhã Camarada Cunhal, afinal os amanhãs não cantaram...
A História e os seus vencedores têm que saber honrar aqueles que, mesmo vencidos, se mantiveram fiéis aos seus princípios de sempre. A democracia portuguesa actual contra a qual - sejamos francos - estes dois homens lutaram esforçadamente muito deve ao seu combate...
Os anos do PREC, o 11 de Março, a Descolonização, as primeiras eleições democráticas, as presidênciais de 1986 são momentos que, para o bem e para o mal, moldaram a nossa vida e o nosso modo de encarar a Coisa Pública. Sem eles, Cunhal e Vasco Gonçalves, todos seríamos diferentes e não necessariamente melhores.
Até amanhã Camarada Cunhal, afinal os amanhãs não cantaram...
A História e os seus vencedores têm que saber honrar aqueles que, mesmo vencidos, se mantiveram fiéis aos seus princípios de sempre. A democracia portuguesa actual contra a qual - sejamos francos - estes dois homens lutaram esforçadamente muito deve ao seu combate...
Os anos do PREC, o 11 de Março, a Descolonização, as primeiras eleições democráticas, as presidênciais de 1986 são momentos que, para o bem e para o mal, moldaram a nossa vida e o nosso modo de encarar a Coisa Pública. Sem eles, Cunhal e Vasco Gonçalves, todos seríamos diferentes e não necessariamente melhores.
domingo, junho 12, 2005
O Regresso
Após quase um ano de hibernação, o Remexido parece apostado em regressar às lides bloguistas.
O povo, inquieto, aguarda tamanho acontecimento...
O povo, inquieto, aguarda tamanho acontecimento...
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